Liberar a maconha liberta!
Qualidade pra fumar, autonomia pra plantar, liberdade pra viver.
Por que marchamos
A Marcha da Maconha Guarulhos volta às ruas porque a proibição não protege — ela mata, encarcera e exclui. A legalização da maconha é uma pauta de democracia, saúde coletiva e justiça social. Lutamos por uma política de drogas que coloque a vida acima da violência e dos interesses que sustentam a guerra às drogas.
Quando defendemos qualidade pra fumar, autonomia pra plantar e liberdade pra viver, estamos afirmando o direito das pessoas de decidir sobre seus próprios corpos, viver com dignidade e existir sem medo da criminalização.
Qualidade pra fumar
Queremos qualidade pra fumar. Porque ninguém deveria adoecer ou morrer por conta de uma política que empurra o consumo para a clandestinidade. A guerra às drogas não combate substâncias — ela combate pessoas e produz mortes, encarceramento em massa, racismo e adoecimento coletivo. Falar de qualidade pra fumar é falar de direito à vida.
Autonomia pra plantar
Queremos autonomia pra plantar. Defendemos o cultivo doméstico, o acesso medicinal e o direito ao conhecimento sobre a planta. Reafirmamos também a luta pela terra e por uma reforma agrária que enfrente a concentração fundiária. Em um país onde falta terra pra plantar e falta casa pra viver, milhares de pessoas seguem em situação de rua, privadas do mínimo. Autonomia também é ter onde existir.
Liberdade pra viver
Queremos liberdade pra viver. Viver sem perseguição, sem violência e sem tutela do Estado. Viver com liberdade para amar, produzir cultura, cuidar da saúde e organizar nossas comunidades.
A guerra às drogas tem alvo.
Ela aprisiona em massa, fortalece o genocídio da população negra e periférica e mantém um sistema carcerário que lucra com o encarceramento. Também recai com ainda mais violência sobre pessoas trans, travestis, pessoas LGBTQIA+ e outras dissidências, que já vivem sob constante exclusão e violência.
Essa política empurra pessoas para a rua, para a prisão e para a morte. E depois chama isso de cuidado, de controle, de segurança.
Nós chamamos pelo que é: injustiça.
Enquanto a guerra às drogas seguir organizando a violência neste país — nas quebradas, nas ruas, nos presídios e nos territórios — seguiremos ocupando as ruas de Guarulhos.
Porque legalizar a maconha é enfrentar o racismo estrutural, o encarceramento em massa, a exclusão social e a política de morte.
É defender mais liberdade, mais saúde, mais justiça e mais vida.
Somos a Marcha da Maconha Guarulhos.
E seguimos marchando até que a liberdade floresça.
Leia também

